Uma visão mais holística poderia ser útil para resgatar o valor das tradições ancestrais e a alma da palavra, perdida para nós, homens da civilização global . É o que Stekel propôs ao lançar a idéia de uma nova ciência para estudar as línguas e linguagens sagradas, a Hierolingüística, em seu terceiro livro, Santo & Profano estudo etimológico das línguas sagradas . Agora, em A Alma da Palavra , Stekel apresenta na prática o que seria resgatar esta alma , entranhada na idéia de espiritualidade e religiosidade . Todo o ser humano tem uma relação com o transcendente, e isso é espiritualidade. Quando este procura alguma forma de sistematização desta relação, com a finalidade de crescer como ser humano, acaba por expressar sua religiosidade. Assim, um ser espiritualizado pode ser alguém que não professa religião instituída alguma. E, muitos religiosos têm se demonstrado as pessoas mais sem espiritualidade que se possa conceber. Estamos mesmo na era dos disparates...
As análises, argumentos e mesmo os exercícios que compõem certas partes desta obra, estão todos dentro dos postulados da Filosofia Perene, uma expressão cada vez mais comum. Mas o que é esta Filosofia Perene?
A Filosofia Perene é um termo geralmente usado como um sinônimo da expressão sânscrita Sanatana Dharma ( Verdade perene ou eterna , lit. sustentação eterna [do universo] ). O filósofo alemão Gottfried Leibniz o utilizou para designar a filosofia comum e eterna subjacente às grandes religiões mundiais, em particular suas interpretações místicas ou esoterismos (os ensinamentos privados). O termo foi cunhado durante o Renascimento por Agostinho Steuco, bibliotecário do Vaticano no séc. XVI, no livro De Perenni Philosophia libri X, de 1540.
E-Book